Psicologia: Teoria e Prática – 2008, 10(2):106-120

- Vera Lúcia Mencarelli, Lílian Sabião Bastidas e Tânia Maria José Aiello Vaisberg

 

RESUMO

O aumento da sobrevida de pacientes soropositivos com síndrome de imunodeficiência adquirida trouxe novos desafios para a clínica psicológica. A tarefa de comunicação do diagnóstico dessa infecção para crianças e jovens é um desses desafios. Essa questão foi abordada à luz de uma discussão sobre os conceitos winnicottianos de interrupção da continuidade de ser e de experiência completa. O trabalho insere-se em uma proposta de estudo de caso com base na narrativa psicanalítica. Os resultados permitem concluir que o processo de revelação diagnóstica pode ter seu impacto traumático atenuado quando familiares e a equipe cuidadora atuam no sentido de prover a sustentação emocional necessária para o paciente. Desse modo, favorece-se a vivência de uma experiência de aproximação da difícil verdade, que deixará de transformar-se, necessariamente, na supressão da possibilidade de a criança ou de o jovem se sentirem vivos, reais, integrados e espontâneos.

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