Tânia Maria José Aiello Vaisberg, Jacirema Cléia Ferreira, Fabiana Follador e Ambrosio e Yára Bastos Corrêa

 

RESUMO

O artigo versa sobre o uso da arteterapia de inspiração winnicottiana no atendimento a profissionais da área de Saúde Mental, os quais lidam, em seu cotidiano, com populações desfavorecidas e extremamente sofridas, em virtude de condições precárias de vida que misturam pobreza, exclusão social e doença mental. Pautadas pelo “estilo clínico ser e fazer”, oferecemos aos participantes a possibilidade de realizarem experiências em oficinas com papel artesanal, arranjos de flores ou crochê, de acordo com o que denominamos “consultorias terapêuticas”. Entendemos que o espaço oferecido foi usado para expressão do sofrimento que os profissionais vivenciam em seu cotidiano, mas que tal experiência continuou dissociada do viver dos participantes. Refletindo acerca dos alcances e limites da proposta, apontamos para a necessidade de cuidado, concebido como sustentação emocional, ao profissional da área de Saúde Mental e atenção à circunstância vivencial em que estão inseridos. Esta vivência aconselha o prosseguimento das experiências, no contexto da pesquisa de enquadres clínicos diferenciados.

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