Katia Panfiete Zia, Fabiana Follador e Ambrosio e Tânia Maria José Aiello Vaisberg

 

RESUMO

O presente estudo investiga a potencialidade mutativa de um enquadre diferenciado, denominado entrevista grupal para abordagem de pessoalidade coletiva, que empregamos no atendimento de professores que enfrentam mal-estar e sofrimento diante da necessidade de cumprirem políticas de inclusão escolar. Foi realizado um estudo de caso, no contexto de uma pesquisa interventiva de caráter clínico, por meio de encontros com professoras, durante os quais se fez uso de dramatizações como recursos mediadores da comunicação emocional. A experiência demonstrou que a configuração de um espaço de encontro e de trocas favoreceu a expressão subjetiva e permitiu que as concepções acerca das possibilidades e das formas de execução da inclusão escolar fossem expressas. Percebeu-se que, no imaginário dessas professoras há presença da relação entre inclusão e homogeneidade, não contemplando, portanto, a assunção das diferenças individuais, bem como seu manejo. Tal concepção, paradoxalmente, pretende isolar os alunos ditos especiais, capacitá-los, para, posteriormente, enviá-los aos grupos, nesse caso, à sala de aula.

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