Artigo: Enquadres diferenciados ser e fazer: a princesinha e o veneno da planta da floresta

Autoria: Vera Lúcia Mencarelli, Adriana Micelli Baptista e Tânia Maria José Aiello-Vaisberg

Estilos da Clinica, Brasil, v. 22, n. 2, p. 319-338, oct. 2017. ISSN 1981-1624.

Resumo

Este trabalho objetiva pesquisar a potencialidade mutativa do uso de histórias ficcionais personalizadas para revelar diagnóstico de doença orgânica para crianças e adolescentes. Articula-se ao redor de sessões de atendimento psicológico de uma adolescente HIV+, registradas sob a forma de narrativas transferenciais e apreciadas à luz do Procedimento de Ambrosio e Vaisberg de avaliação de benefícios psicoterapêuticos. Por essa via, foi possível constatar que o uso da história favoreceu uma experiência mutativa de transição desde um posicionamento defendido e dissociado para outro mais integrado e menos ansioso, caracterizado pela possibilidade de maior tolerância ao sofrimento quando o pertencimento à vida comum é oferecido. Interlocuções clínico-reflexivas com a psicaná- lise winnicottiana finalizam o texto, evidenciando a passagem do diagnóstico HIV+ de objeto subjetivo para objeto pertencente ao mundo compartilhado.

DOI: http://dx.doi.org/10.11606/issn.1981-1624.v22i2p319-338

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