Trabalho apresentado em formato de pôster no encontro “Um Dia na Universidade Dialogando sobre Ética, Moral e Educação”, realizado no dia 05 de novembro de 2010 (Auditório Carolina Martuscelli Bori, IPUSP), promovido pelo LAPECRI (Laboratório de Pesquisa sobre o Desenvolvimento Psíquico e a Criatividade) e pelo Departamento de Psicologia Clínica do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo

Fabiana Follador e Ambrosio, Walkíria Cordenonssi Cia eTânia Maria José Aiello Vaisberg

 

* resumo

Relevância – Desde seus primórdios, a pesquisa psicanalítica ancora-se na consideração de material clínico à luz do uso do método psicanalítico. O rigor deste tipo de investigação sempre exigiu a publicação de relatos clínicos verídicos, em periódicos especializados ou em livros, sob o uso de nomes fictícios e eventual mudança de características que permitiriam imediata identificação do paciente. Entretanto, os avanços tecnológicos, ao tornarem acessíveis na web teses, dissertações e artigos, recolocam este problema, pois, ao que tudo indica, torna-se cada vez mais fácil a identificação dos casos pelos próprios pacientes e por terceiros. Defrontamo-nos, assim, com um problema ético de magnitude importante, ao considerarmos a articulação entre o respeito ético e a necessidade de produzir conhecimento científico rigoroso, diante do qual a assinatura de termo de consentimento livre e esclarecido revela-se procedimento um tanto ingênuo, uma vez que acreditamos que o encontro entre o participante e o relato feito sobre seu atendimento pode ter efeito francamente prejudicial.

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