O texto foi publicado nos Anais da XI Jornada APOIAR: “Adolescência: Identidade e Sofrimento na Clínica Social”, 2013.

Autoria de Tânia Aiello Vaisberg e Maria Camila Mahfoud Marcoccia.

 

RESUMO

Este artigo tem como objetivo articular o pensamento winnicottiano, que coloca a impossibilidade de se sentir “vivo e real” como sofrimento radical, com a proposição antropológica da experiência elementar. Justifica-se na medida em que D.W. Winnicott e L.Giussani adotam visões convergentes, que podem se enriquecer mutuamente, contribuindo para iluminar questões relevantes que emergem no cuidado emocional a indivíduos e grupos e ganham relevância na abordagem dos sofrimentos sociais e da psicopatologia da exclusão. Apresenta, de modo sucinto, aspectos das propostas desses autores que podem ser considerados pertinentes ao objetivo aqui estabelecido, abordando uma vinheta que tematiza a busca da beleza em contexto de pobreza. Finaliza defendendo que a busca pela gestualidade espontânea, que caracteriza a autenticidade, pode ser ampliada a partir do reconhecimento das exigências constitutivas da pessoa humana que, como dimensão motivacional originária, podem servir como horizonte de processos psicoterapêuticos.

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