O texto foi publicado nos Anais da XI Jornada APOIAR: “Adolescência: Identidade e Sofrimento na Clínica Social”, 2013. Autoria de Natália Del Ponte de Assis, Cristiane Helena Dias Simões e Tânia Aiello Vaisberg.

 

RESUMO

O presente trabalho tem como objetivo defender a ideia de que interrupções de atendimentos psicoterapêuticos, causadas por problemas concretos, tais como o puerpério ou variadas condições de adoecimento que dificultam o deslocamento dos pacientes, devem e podem ser evitadas quando clinicamos a partir de perspectivas que privilegiam o uso de enquadres diferenciados. Como argumentação, é usada a apresentação e discussão clínica de um caso, no qual se conjugam imaturidade emocional com as exigentes tarefas que a maternidade impõe a mulher em nossa sociedade. As linhas gerais da problemática clínica são apresentadas sob forma de narrativa transferencial, que compreendemos a partir da produção interpretativa de campos de sentido afetivo-emocionais ou inconscientes relativos. A nosso ver, o quadro geral indica que benefícios importantes são alcançados na medida em que a continuidade das sessões pode ser experienciada como holding, e favorece o amadurecimento através do reconhecimento e atenção às necessidades emocionais básicas.

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